Baralho
Cigano para o Amor
O
Baralho Cigano, também chamado de Baralho de Madame Lenormand é um dos mais
utilizados métodos divinatórios utilizados pelos ciganos (junto com a leitura
de mãos).
O
Baralho Cigano é composto por 36 cartas e suas figuras tem uma profunda ligação
com o povo cigano. Suas cartas apresentam as forças da natureza em situações do
cotidiano. Por ser um povo andarilho, os ciganos percorreram ao longo da
história os mais diversos lugares e tiveram contato, portanto, com as mais
diversas religiões e espiritualidades de que se tem notícia.
Essa
grande diversidade cultural e de conhecimentos que compõe o povo cigano é
divinamente traduzido nestas 36 cartas do Baralho Cigano.
Embora
existam várias explicações sobre a origem do Povo Cigano, considerado o “Povo das Estradas”, é natural
que os Ciganos logo tenham se espalhado pelo Mundo todo, caracterizando-se
como um povo nômade, amantes da música, das cores alegres e da prática da
Magia.
A
capacidade dos Ciganos de preservar suas próprias tradições, não
se submetendo às leis contrárias às suas próprias leis, fizeram com que
fossem duramente perseguidos por quase todos os lugares por onde passaram,
afinal estivessem onde estivessem os Ciganos guardavam na alma o seu
dialeto (o Romani) e, acima de tudo, o orgulho de serem Ciganos.
É
verdade que, por questões de sobrevivência, muitas vezes tiveram que
adaptar suas crenças e costumes aos países onde se fixavam, mas o que
realmente transmitiam aos seus filhos eram as crenças herdadas dos pais e que,
com muito carinho, guardavam no fundo dos corações.
E
essas crenças são profundamente arraigadas no Baralho Cigano que conhecemos
hoje. Para um povo que sempre teve suas próprias tradições e seus
mistérios, os Ciganos resolveram criar um novo jogo, com base naquele que
conheceram no Egito.
Naquela
época, as lâminas eram pintadas à mão e passavam como herança entre os
membros de uma mesma família (normalmente entre as mulheres, até em razão
de serem elas as responsáveis pelo jogo). Este procedimento garantiu
o segredo por muitos séculos.
O Baralho
Cigano é uma das mancias mais antigas. Diz-se que é também mais direto em suas respostas, conhecido carinhosamente
como “baralho fofoqueiro”. Conta com 36 cartas que preveem presente, passado e futuro.
As cartas mostram muitas informações devido a sua riqueza de desenhos, o que
aumenta o alcance das perguntas formuladas todas as cartas vem acompanhadas dos
4 naipes enriquecendo assim a simbologia.
O
Baralho Cigano é também muito procurado para respostas rápidas de sim e não. O
baralho cigano é um jogo de linguagem simples e direta. Quanto à interpretação
completa “A mesa real” que são as 36 cartas abertas, pode durar até por 2
horas, pois se lê nas mais variadas posições: horizontal, vertical, de cima
para baixo e de baixo para cima, nas diagonais.
O baralho cigano adquiriu este nome por
ser utilizado pelo povo das estrelas, ou seja, o povo da cultura cigana, pois
os homens queriam transportar um oráculo facilmente, onde as mulheres desta
cultura não necessitavam portar nenhum instrumento oracular é utilizavam o
método de leitura de mãos. Como toda mulher da cultura cigana utilizava este
método, dizem os homens do povo cigano que esta mancia da leitura de mãos é
apenas feita por mulher e homem que é homem não pode, não deve e não utiliza
esta ferramenta oracular.
Voltando
ao oráculo do baralho cigano, quem utiliza este sistema oracular diz que esta
mancia não deve ser estuda e apenas interpretada, usando a sensibilidade e
comunicando com o Divino ou alguma entidade cigana e que ao inquirir a
entidade, esta “sopra” ou “conversa” as respostas necessárias para a vida do
consulente.
Sabemos
então que é um oráculo muito intuitivo mesmo porque na antiguidade e até nos
dias de hoje são utilizados por pessoas que mal sabiam ler e escrever e tão
somente interpretavam as figuras, visualizam e com a sensibilidade, a
clarividência, sentiam o que o baralho cigano ou a entidade cigana ao seu lado
queria revelar e assim desvendavam os mistérios, do presente e do futuro.
Devemos
levar muito em consideração esta mancia, pois normalmente é utilizado por
anciões que se apenas não falarem do Divino, expõe logicamente suas
experiências de vida entre erros e acertos para orientar melhor seus
consulentes.
Texto
de Ramona Torres
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